As escolhas de Zé Ricardo: nem Freud explica.
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Não há quem não tenha ficado com sentimento de derrota sobre o futebol apresentado ontem. Quando pensamos que o pior já havia passado, vem à tona os erros que sempre se repetem, inclusive no comando de Zé Ricardo. Parece até déjà-vu, de tão decepcionante que foi, Atl MG, Olímpia, San Lorenzo e etc... O clube conseguiu ir de time aguerrido à froxidão total. Contraindo um mancha na sua história que precisa ser apagada.
O jogo passado foi uma derrota, não no placar geral, mas na história, na tradição, no futebol. No jeito em que ele é discutido no clube. Ontem, ficou claro a deficiência, ou melhor, a falta de evolução que parece vir de cima, de quem de fato comanda o clube. As escolhas foram frágeis, incompatíveis com a instituição Flamengo.
Sempre defendi a permanência de técnicos com intuito claro de continuidade de trabalho, de ideia. No entanto, parece que Zé vai ao encontro a isso, 1 ano e 2 meses parecem não trazer evolução, pois os mesmos erros que foram cometidos com 2 meses de clube, retornam de uma forma quase que desclassificatória para o Fla. Parece-me que Zé tem um limitador, uma deficiência imperceptível que o impede de progredir como técnico, e isso prejudica o time.
Diferente de outras pessoas, que tem os seus motivos, não acredito que a demissão agora seja benéfica ao clube, muito pelo contrário, dificilmente um técnico apresentaria algo positivo em seis meses de clube. Não tenho uma expectativa clara de título no Brasileiro, mas a partir de reflexão e cobrança no que se é feito, podem fazer o clube ao menos conquistar algo de relevância no cenário nacional ou até internacional com a Sul-Americana.
Zé Ricardo tem as suas convicções e não o atribuo o rótulo de "estudador", como frequentemente o referem. Guardiola não se notabilizou como grande técnico apenas pelas suas evidências teóricas, mas pela prática. Por colocar em campo tudo aquilo que aprendeu ao longo da carreira e pós ela.
Logo, não acredito que Zé tenha "cancha" para o tamanho do elenco, mas esperaria até o fim do ano, como sinal de agradecimento aos serviços prestados e o não desmanche da filosofia. E por fim, iria atrás de um Rueda, Guallardo ou Jubero que seriam a cereja do bolo para esse elenco tão estrelado.
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