Rendimento, Cruzamento e Saída de Bola: A Convergência ao Fracasso.
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Com o trabalho de Zé em xeque, fica cada vez mais claro as deficiências do clube. Não é de hoje que esse caso é relacionado pelos estudiosos do esporte. Basta um olhar mais detalhado para o futebol apresentado que fica fácil dar nome e sobrenome aos problemas do Fla. Problemas que vão desde o jogador com mais minutos em campo à permanência quase que pertinácia de um sistema tático previsível para os adversários.
Aos mais desavisados, os números do técnico parecem até ser bem convencíveis, no entanto, seu desempenho em campo demonstra que nem sempre os números tem razão. E isso ficou visível na última partida contra o Cruzeiro. Sua capacidade técnica parece esgotada e permanecendo cada vez mais longe de títulos, de conquistas.
Seu problema se inicia no meio, de onde nascem as jogadas e não será surpresa. Sempre digo que graças à Cruyff, hoje, jogadores do meio não se podem dar ao luxo de somente marcar, esse estilo de jogo era utilizado na década de 80, até um pouco depois pela Seleção Italiana, a qual Zé Ricardo já se declarou ser fã. Mas não há como parar no tempo com a globalização, a não ser para Zé.
Não enxergo diferença entre o 4-2-3-1 dos medalhões como Levir Culpi ou Vanderlei Luxemburgo para o do Fla. A defasagem, as mesmas jogadas, a falta de intensidade que chega, por muitas vezes, dá sono para quem não está no 220V com um bela Carabao.
Como havia frisado, há uma interseção clara nesses times que aflige o clube, os cruzamentos. Isso é quase que uma relação de causa e consequência, quanto mais levantamentos na área, mais os clubes sofrem, menos trocam passes, menos jogam bem. No atual momento da rodada, o Flamengo é o segundo clube que mais teve cruzamentos errados, apenas atrás do Atlético também previsível de Roger. E não é novidade, até mesmo no ano passado, antes do jogo entre o Flamengo x Palmeiras, o Fla era o que mais cruzava e de forma errada, não muito diferente de agora.
A verdade é que Zé faz o inverso de futebol moderno, onde volante e laterais enfiam as bolas entre os volantes ou zagueiros adversários, no que de fato chamamos de espetáculo moderno, o confronto de ideias táticas dos treinadores. Que para Zé parece ser chato, travestido num discurso humilde de "estudador do futebol", mas que parece apenas ser uma homeopatia para torcedores míopes.
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