O baixo rendimento de Arão tem nome e sobre nome: Márcio Araújo
Não é de hoje que Arão vem oscilando entre bons e maus momentos no elenco do Flamengo, porém, dentre todas as discussões pertinentes sobre a causa, citarei a que acredito ser a mais relevante para tal desempenho negativo.
Muito se falou a par da chegada de Diego ao elenco, já que Arão perderia a sua essência de criação e não precisaria chegar ao ataque. Porém, precisamos ter uma visão mais ampla e profunda para entender que de fato esse não é o problema.
O primeiro ponto que leva a não crença nesse argumento é que mesmo antes da chegada de Diego, o Flamengo adotava o mesmo sistema tático, um 4-2-3-1. Que já disponha a função de um meia de criação, antes com Alan Patrick.
Logo, o problema não tem a ver com o fato de Diego está com a função de criação, mas outro ponto mais relevante que inclusive é o título desse post. A função exercida por Márcio Araújo em campo.
Bem, a primeira coisa que tenho que te dizer, caro leitor, é que o futebol evoluiu e assim também a função dos jogadores. Era muito comum na década de 80, até o meio de 90, ter funções de volante como apenas o roubador de bolas, um "caneludo", até pouco tempo tínhamos dois, alguém se lembra do Val?
Porém, o que nas décadas anteriores eram exceções, até mesmo tratado como referência, hoje é necessidade. Num futebol tão complexo como hoje, onde temos infinitamente mais recurso para desenvolvê-lo, a demanda física, técnica e tática é fundamental para se ter um time vitorioso. Hoje, o primeiro volante tem um função primordial para desmontar defesas cada fez mais bem montadas por conservadores táticos.
O nome do futebol tem vez, Alemanha. De lá, o lateral é volante, o meia é volante, o zagueiro é volante e o goleiro precisa sair jogando como um volante. Ou melhor, não existe conceito de volante e sim de meio campista, o zagueiro precisa dar tanto quanto um meia deixar um atacante na cara do gol, o atacante precisa deixar o outro atacante na cara do gol. E exatamente onde quero chegar, Márcio Araújo não é esse meia. Temos erroneamente a cultura de que craque não precisa marcar, e Lionel Messi nos prova ao contrário e por termos isso em nossas mentes, sempre acreditamos que para alguém desempenhar um bom papel em campo, outro precisa cobrir suas falha ao invés de doutrinar o atleta a entender o que está fazendo em campo.
Consequentemente tocamos na principal falha de MA, a saída de bola. Ela pode até ser passada aos olhos mais mílpes, no entanto, uma breve analisada é o suficiente para descobrir os problemas, não só para o jogador que não desempenha bem a sua função, mas para outros que perdem a essência moderna de "agressão" ao adversário tendo que voltar e corrigir o mal trabalho do amiguinho e esse é o caso de Arão.
Arão é sobrecarregado pelo mal papel de MA em campo, e isso faz com que sua chegada a frente seja quase que impossível, ou quando possível, desgastando-se 2x mais para começar a jogada e terminá-la. Logo, MA só tem um papel quando o time adversário ataca sendo menos um para criar jogadas ofensivas, minimizando as possibilidades do time de marcar. SRN!
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